Aos Atletas da Vida Real

A parte boa da vida de ciclista e Randonneur é poder dedicar algum tempo para observar e refletir sobre a vida. Nesse aspecto faço da bicicleta o meu altar, meu templo,meu santuário.
Uma vez que em treinos nos dedicamos ao corpo, chegamos à longa distância prontos para enfrentarmos as questões mais variadas criadas por nossas mentes. Estas questões são pessoais, diversas e são absorvidas de diferentes formas por cada indivíduo. Algumas dizem respeito à experiências vividas, porém muitas são devido ao excesso de expectativas relativas ao futuro. Esse momento ocorre geralmente quando o cansaço mental e físico atingem um nível mais elevado, no meu caso, porém cada indivíduo é único. E foi num momento desses que despertei para a Vida de Randonneur, descobrindo que nosso Eu verdadeiro vem da Alma.
O corpo é regido pela mente, eficiência dele não depende somente da força muscular adquirida em treinos, mas também do nível de relaxamento mental. As vezes em casos de provas longas, onde o sono é parcialmente controlado, vemos uma perda significativa de desempenho. A mesma performance volta em sua grande maioria após um descanso, muito mais pelo desgaste mental que muscular. Porém em outros casos percebemos que estamos prestes à desabar, somos acometidos a uma tortura psicológica totalmente infundada. Num desafio pedalamos uma quantidade enorme de quilômetros, enquanto que em outro dia desabamos bem antes, só que em direção a um caminho mais longo. Caso que ocorre muito em provas de 400 e 600km que acompanhei. A grande maioria desiste antes de bater a mesma quilometragem do desafio anterior. Baseado nesse dado reforço a minha crença. Quem rege o corpo é a mente, mas quem o todo é a nossa ALMA.
Quando encarei os medos, os fracassos, as ansiedades e as outras armadilhas criadas pela mente com maturidade suficiente, pude ver um caminho totalmente novo se abrindo à minha frente. Olhei o céu e as estrelas, vi o sol nascer enquanto escalava uma longa subida, corri, sorri, vivi e tirei fotos! Chorei de alegria, conversei longamente com meus amigos e cheguei ao final do desafio com vontade de continuar.
Ao desabafar com alguns amigos falei que estava em “alto nível de performance”, me sinto assim, pois estive aonde quis estar, no momento que escolhi. Vejo que esse é o sentido de ser forte, em sua mais ampla definição, poder fazer aquilo que você decidiu sem achar que é um sacrifício. Assim sendo, repito o que eu já havia dito: “O maior upgrade de performance é manter-se feliz, assim qualquer bike será boa de pedalar (carregada ou não)”. Então escrevi esse pequeno texto desejando que cada um encontre a força que tem na sua Alma.
Eu me sinto feliz como randonneur… e você? O que faz pra ser feliz?
Um grande e fraterno abraço a todos!

#vidadeciclista

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