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Velócio: Um Pilar do Ciclismo

Sr.Paul de Vivie, mais conhecido como Velócio, muitos o adoram mas poucos conhecem o seu legado. Hoje, quando você está escolhendo qual a melhor relação de marchas para a sua bike, pense em agradecer a esse homem. Esse texto é em sua homenagem!

O Sr. Paul de Vivie , um francês nascido perto de Saint Etienne em 1853 tem a honra de ser tido uma vida dedicada ao ciclismo… vamos a alguns dos seus legados:

  • Inventou o “Câmbio de Marchas” na bicicleta;
  • Criou e difundiu o termo Cicloturismo (Cicloturisme, em francês);
  • Fundou o jornal “Le Cycliste” (O Ciclista, em francês);
  • Criou o primeiro clube de ciclismo francês;
  • É o pai dos eventos de bicicleta não competitivos de longa distância (Audax, Randonnée e outros).

Porém para muitos Sr.de Vivie ficou mais conhecido pelo seu apelido: VELÓCIO, nome que misturava as palavras “velocidade” e “bicicleta” (velocité e Vélo, respectivamente, em francês).
Um verdadeiro apaixonado pela bicicleta, ao ponto de fechar sua indústria de manufatura de Seda para montar outra, dedicada ao ciclismo. Num primeiro momento, trazia bicicletas da Inglaterra, passando depois a fabricá-las.

Como nasceu a ideia da troca de marchas …

Como disse anteriormente, De Vivie importava bicicletas da Inglaterra. Em 1889 ele fez uma bicicleta própria, chamada La Gauloise. Que possuía uma corrente e uma única engrenagem. De Vivie estava pedalando na Col de La République (10 km a sudeste de St Etienne) em 1889, quando um de seus leitores o ultrapassou – fumando um cachimbo. De Vivie sentiu-se desafiado, mas também encurralado: se ele reduzisse a relação, ele iria mais devagar no plano. Mas na engrenagem que ele usava, ele também não conseguia escalar colinas rápido. Seu projeto usava engrenagens epicíclicas e planetárias, escondidas no cubo traseiro. De Vivie criou o Câmbio (Desviador). Seu primeiro tinha duas rodas de corrente.

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A corrente teve que ser levantada à mão de um para o outro. Ele então colocou duas rodas de corrente no lado esquerdo. A combinação deu-lhe quatro marchas.  Em 1901, Velocio combinou sua invenção com a engrenagem de proteção de quatro velocidades do como o quadro Whippet inglês, que usava uma roda de corrente dividida. Pedalar para trás faz com que as duas metades da corrente sejam abertas. As trancas então garantiam o uso em uma das quatro posições.

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O desenvolvimento de De Vivie apareceu em seu Cheminot, o primeiro Cambio. Ele negligenciou a retirada de uma patente e fez pouco dinheiro com uma invenção que mudou o ciclismo.
A primeira produção em série de sua invenção foi feita em 1906 e não foi amplamente aceita no início. Os organizadores do Tour de France, por exemplo, disseram que era para vovôs, deficientes e mulheres. Velócio, no entanto, estava desfrutando a invenção e poderia, sem grandes esforços, escalar o Col de la République com a opção de trocar as marchas na bicicleta, o que o deixava à frente de todos os ciclistas que se encontravam na subida das montanhas.

O Pai do Randonneuring…

Ele foi um dos primeiros Randonneurs (ciclistas de longa distância) do seu país, com rotas de até 40 horas com bicicletas bastante antigas e alguns tempos bastante decentes para o material que ele teve neste momento, alegando que o ciclismo, apesar de ir a um ritmo alegre, era muito melhor para desfrutar a viagem e as paisagens do que andar de trem ou de carro.
Após essas incursões que ele fez com sua bicicleta em toda a França, uma série de passeios foi iniciada como o ainda existente Fléche Vélocio, 360 quilômetros de corrida francesa não competitiva para tentar fazer em menos de 24 horas por times entre 3 e 5 uma turnê que estava saindo de diferentes partes do país e estava dirigindo-os para o mesmo destino, onde todos se reúnem.
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O Legado de uma vida…

Velócio foi morto por um bonde aos 77 anos quando ele recuou para evitar um carro. Certamente, teria sido uma vida muito mais longa, se não fosse por esse infortúnio, era o que hoje se chama “um ambientalista convicto”, grande amante da natureza, vida saudável, vegetariana e anticomunista.

Hoje ainda são considerados como referência “os sete mandamentos do ciclismo” que ele deixou como legado:
1.Faça poucas e rápidas paradas, sem perder o ritmo;
2.Coma antes de sentir fome e beber antes de ter sede, com frequência, mas em quantidades menores;
3.Não alcance uma fadiga anormal que o faça perder o apetite e dormir;
4.Vista-se antes de ficar frio, descobrindo antes de ter calor. Não tema o sol, o ar ou a água;
5.Pelo menos durante a pedalada remova da dieta a carne, vinho e o tabaco;
6.Não force, nunca exceda seu limite, especialmente durante as primeiras horas, quando você se sente mais disposto;
7.Nunca pedale pelo orgulho.

Os anos que passaram e essas ideias ainda são relevantes.
Finalmente, algumas frases de seus artigos na revista Le Cycliste, bastante memoráveis:

“A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas também um meio de emancipação, uma arma de libertação. Espírito livre e corpo de preocupações morais, doenças físicas da vida moderna, brilho, convenção, hipocrisia, onde a aparência é tudo, onde parecemos, mas não somos nada “.

“Depois de um longo dia em minha bicicleta, eu me sinto refrescado, limpo, purificado. Eu sinto que estabeleci contato com meu ambiente e que estou em paz. Em dias como esse, estou permeado com uma profunda gratidão pela minha bicicleta. Mesmo que não gostei de andar, eu ainda faria isso para a minha paz mental. Que tônico maravilhoso para ser exposto a luz do sol brilhante, chuva molhada, pó que asfixia, névoa gotejante, ar pesado, ventos punitivos! Nunca esquecerei o dia em que subi o Puy Mary. Havia dois de nós em um bom dia em maio. Começamos no raio de sol e tiramos a camisa. No meio do caminho, as nuvens nos envolveram e a temperatura caiu. Gradualmente ficou mais frio e úmido, mas não percebemos isso. Na verdade, aumentou o prazer. Nós não nos incomodamos de vestir nossas jaquetas ou nossos capes, e chegamos ao pequeno hotel no topo com riachos de chuva e suor escorrendo pelos nossos lados. Eu entorpeci de cima para baixo “.

Atualmente, ciclismo e cicloturismo são desenvolvidos por milhões de pessoas em muitos lugares do mundo, sendo que os anos passam e as mesmas sensações descritas por Velócio permanecem vivas no cotidiano da nossa VIDA DE CICLISTA!

Sr. Paul de Vivie, muitos o adoram mas poucos conhecem o seu legado. Hoje quando você está escolhendo qual a melhor relação de marchas para a sua bike, pense em agradecer a esse homem. Esse texto é em sua homenagem!

VELÓCIO – O Inventor do Cicloturismo

Quem inventou o Cicloturismo como o conhecemos hoje? Quem inventou as opções de marchas para as bicicletas? … O Sr. Paul de Vivie , um cara francês nascido perto de Saint Etienne em 1853 tem a honra de ser o inventor do “Câmbio de Marchas” na bicicleta, fundou o jornal “Le Cycliste” (O Ciclista, em francês), tendo também inventando o termo Cicloturismo (Cicloturisme, em francês), encontrou o primeiro clube de ciclismo francês, sendo pai de eventos de bicicleta não competitivos de longa distância e muitas outras coisas. Seu apelido era Vélocio, evocando a “velocidade” e a “bicicleta” (velocité e Vélo, respectivamente, em francês).
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Ele era uma verdadeira bicicleta apaixonada pelo ponto que fechou sua companhia de seda e montou outra empresa de bicicletas, primeiro trazendo as bicicletas da Inglaterra e depois fabricando-as.
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Um dia que ele estava subindo o Col de la République , perto de Saint Etienne, um de seus leitores que estava em sua própria bicicleta e fumando um cachimbo, ele deu um passo à frente e isso o fez pensar com muito cuidado sobre a ineficácia dos desenvolvimentos em diferentes terrenos e levou-o a inventar as engrenagens do derailleur , um grande evento naquele tempo. A primeira produção em série de sua invenção foi feita em 1906 e não foi amplamente aceita no início. Os organizadores do Tour de France, por exemplo, disseram que era para vovôs, deficientes e mulheres. Vélocio, no entanto, estava desfrutando a invenção e poderia, sem grandes esforços, levantar o Col de la République com suas marchas de desviador na bicicleta e estava à frente de todos os ciclistas que se encontravam na subida das montanhas.
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Ele foi um dos primeiros Randonneurs (ciclismo de longa distância) do país gaulesa, com rotas de até 40 horas com bicicletas bastante antigas e alguns tempos bastante decentes para o material que ele teve neste momento, alegando que o ciclismo, apesar de ir a um ritmo alegre, era muito melhor para desfrutar paisagens e paisagens do que andar de trem ou de carro.
Após essas incursões que ele fez com sua bicicleta em toda a França, uma série de passeios foi iniciada como o ainda existente Fléche Vélocio, 360 quilômetros de corrida francesa não competitiva para tentar fazer em menos de 24 horas por times entre 3 e 5 uma turnê que estava saindo de diferentes partes do país e estava dirigindo-os para o mesmo destino, onde todos se reúnem.
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Vélocio foi morto por um bonde aos 77 anos quando ele recuou para evitar um carro. Certamente, teria sido uma pessoa muito mais longa, se não fosse por esse infortúnio, como era o que hoje se chama “um ambientalista convicto”, grande amante da natureza, vida saudável, vegetariana e anticomunista. Hoje ainda são considerados como referência “os sete mandamentos dos passeios” que ele deixou como legado. Alguns dos comandos são citações muito famosas que mesmo os não-ciclistas conhecem e são:
1. Faça algumas paradas e curto, sem perder a batida.
2. Coma antes de sentir fome e beber antes de ter sede, com frequência, mas em quantidades menores.
3. Não alcance uma fadiga anormal que o faça perder o apetite e dormir.
4. Faça o pacote antes de ficar frio, descobrindo antes de ter calor. Não tema o sol, o ar ou a água.
5. Pelo menos durante a rota remova da dieta de carne, vinho e tabaco.
6. Nenhuma força, nunca exceda o poder de você, especialmente durante as primeiras horas, quando você se sente com isso.
7. Nunca pedalar pelo orgulho.
Os anos que passaram e ainda são relevantes.
Finalmente, algumas frases de seus artigos na revista Le Cycliste, bastante memoráveis:
“A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas também um meio de emancipação, uma arma de libertação. Espírito livre e corpo de preocupações morais, doenças físicas da vida moderna, brilho, convenção, hipocrisia, onde a aparência é tudo, onde parecemos, mas não somos nada “.
“Um poço de ouro perfurou o céu e descansou em um pico nevado, que, momentos antes, tinha sido acariciado por suave luz da lua. Por um momento, chuvas de faíscas desceram do pináculo e caíram na montanha numa catarata celestial. O rei do universo, o magnífico dispensador de luz, calor e vida, deu aviso de sua chegada iminente, mas apenas por um instante. Como um meteoro gasto, o espetáculo se dissolveu no mar da escuridão que me envolveu nas profundezas do desfiladeiro. As reflexões reluzentes, as bolas de fogo explodindo tinham desaparecido. Mais uma vez, a neve assumiu o rosto frio e fantasmático “.
“Depois de um longo dia em minha bicicleta, eu me sinto refrescado, limpo, purificado. Eu sinto que estabeleci contato com meu ambiente e que estou em paz. Em dias como esse, estou permeado com uma profunda gratidão pela minha bicicleta. Mesmo que não gostei de andar, eu ainda faria isso para a minha paz mental. Que tônico maravilhoso para ser exposto a luz do sol brilhante, chuva molhada, pó de asfixia, névoa gotejante, ar rígido, ventos punitivos! Nunca esquecerei o dia em que subi o Puy Mary. Havia dois de nós em um bom dia em maio. Começamos no raio de sol e desnudamos até a cintura. No meio do caminho, as nuvens nos envolveram e a temperatura caiu. Gradualmente ficou mais frio e úmido, mas não percebemos isso. Na verdade, aumentou o prazer. Nós não nos incomodamos de vestir nossas jaquetas ou nossos capes, e chegamos ao pequeno hotel no topo com riachos de chuva e suor escorrendo pelos nossos lados. Eu tinguei de cima para baixo “.
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Atualmente, ciclismo e cicloturismo são desenvolvidos por milhões de pessoas em muitos lugares do mundo, sendo Mallorca um destino privilegiado e desfrutado por milhares de ciclistas todos os anos.

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O Apelo do Randonnée

O Randonnée, muitas vezes conhecido simplesmente como “Audax”, trás em si uma série de definições, porém é mais do que isso: para muitos é um estilo de vida que se sobrepõe ao esporte. É a porta de entrada para muitos no mundo do ciclismo de longa distância. Mas o que faz dessa modalidade tão querida por quem a pratica? Com alguns anos de prática ininterrupta do Randonnée, simplifico essa paixão em alguns itens fundamentais:

  • Beleza: Moro numa cidade pequena, com poucos atrativos turísticos. Durante alguns eventos me permito tirar férias e viajar para lugares que raramente visitaria. Eu agora os observo sob um ponto de vista que não via antes de usar a bicicleta em viagens, descubro estradas maravilhosas que os organizadores daquele evento buscaram. A pedalada noturna é uma experiência sensorial diferenciada – subir uma montanha sob uma lua cheia ou um céu estrelado é incrivelmente belo. Muitos iniciam na modalidade como forma de aliviar a mesmice da sua rotina de trabalho diário procurando novos horizontes a explorar;
  • Desafio: Eu particularmente gosto muito de me desafiar. E o Randonnée me permite muito isso, não faltam oportunidades e desafios propostos nos calendários por todo o mundo. Porém com a segurança e o conhecimento propostos pelos organizadores certificados. Atingir uma meta de distancia e de tempo? Pedalar mais de 1000km em poucos dias? Pedalar uma rota com altimetria insana em busca do seu próximo limite pessoal? Concluir uma série de provas básicas porém desafiadoras: os BREVETS concluídos em um mesmo ano, na busca de um degrau com a homologação Super Randonneur*;
  • Amizade: Pedalar com os outros em direção a um objetivo compartilhado cria fortes amizades. Não é surpreendente para mim que os clubes de cicloturismo em Paris formaram uma das redes de apoio mais fortes durante a ocupação alemã da Segunda Guerra Mundial – quando você anda longas distâncias junto a um amigo, você forma fortes laços e também conhece bem as pessoas. Na verdade, conheci a maioria dos meus melhores amigos durante a pratica do Randonnée;

  • Disciplina: Poucos esportes proporcionam um ganho disciplinar maior que o ciclismo, quando tratamos especificamente do estilo Randonnée percebemos que essa disciplina abrange equilibradamente o corpo, a mente e o espírito. As dificuldades que se apresentam durante o desafio forjam pessoas extremamente focadas para a vida cotidiana, como em todo esporte, mas no caso do Randonnée essas mudanças se tornam bastante evidentes;

  • Autoconfiança: O perfil de desafio não competitivo mas igualmente duro, torna os randonneurs um tipo confiante de pessoa. Os medos, receios vão perdendo espaço para o “Eu Atleta” que surge dentro de cada um de nós. Luta contra obesidade, sedentarismo são histórias comuns entre aqueles que em pouco tempo estão acumulando medalhas e conquistas dentro dessa modalidade;

  • Filosofia: Posso viajar o mundo pedalando provas de Randonnée que irei encontrar pessoas com mesma afinidade de ideias e atitudes. As mesmas demonstrações de solidariedade que temos por um randonneur desconhecido parado na beira de uma estrada com problemas, você encontrará em qualquer lugar do mundo.

    O que faz o Randonnée tão atraente é que eu posso fazer todas essas coisas, saindo da minha porta, sem um enorme investimento de tempo ou dinheiro. Posso conhecer o mundo sob uma nova perspectiva enquanto crio novas amizades que poderão me acompanhar a vida toda, não importa o lugar do mundo.

    Vida longa ao Randonnée

    *Super Randonneur: Distinção dada do ciclista que pedalou uma série completa de Brevets Randonneurs Mondiaux (200km, 300km, 400km e 600km) em um mesmo ano.

     

Aos Atletas da Vida Real

A parte boa da vida de ciclista e Randonneur é poder dedicar algum tempo para observar e refletir sobre a vida. Nesse aspecto faço da bicicleta o meu altar, meu templo,meu santuário.
Uma vez que em treinos nos dedicamos ao corpo, chegamos à longa distância prontos para enfrentarmos as questões mais variadas criadas por nossas mentes. Estas questões são pessoais, diversas e são absorvidas de diferentes formas por cada indivíduo. Algumas dizem respeito à experiências vividas, porém muitas são devido ao excesso de expectativas relativas ao futuro. Esse momento ocorre geralmente quando o cansaço mental e físico atingem um nível mais elevado, no meu caso, porém cada indivíduo é único. E foi num momento desses que despertei para a Vida de Randonneur, descobrindo que nosso Eu verdadeiro vem da Alma.
O corpo é regido pela mente, eficiência dele não depende somente da força muscular adquirida em treinos, mas também do nível de relaxamento mental. As vezes em casos de provas longas, onde o sono é parcialmente controlado, vemos uma perda significativa de desempenho. A mesma performance volta em sua grande maioria após um descanso, muito mais pelo desgaste mental que muscular. Porém em outros casos percebemos que estamos prestes à desabar, somos acometidos a uma tortura psicológica totalmente infundada. Num desafio pedalamos uma quantidade enorme de quilômetros, enquanto que em outro dia desabamos bem antes, só que em direção a um caminho mais longo. Caso que ocorre muito em provas de 400 e 600km que acompanhei. A grande maioria desiste antes de bater a mesma quilometragem do desafio anterior. Baseado nesse dado reforço a minha crença. Quem rege o corpo é a mente, mas quem o todo é a nossa ALMA.
Quando encarei os medos, os fracassos, as ansiedades e as outras armadilhas criadas pela mente com maturidade suficiente, pude ver um caminho totalmente novo se abrindo à minha frente. Olhei o céu e as estrelas, vi o sol nascer enquanto escalava uma longa subida, corri, sorri, vivi e tirei fotos! Chorei de alegria, conversei longamente com meus amigos e cheguei ao final do desafio com vontade de continuar.
Ao desabafar com alguns amigos falei que estava em “alto nível de performance”, me sinto assim, pois estive aonde quis estar, no momento que escolhi. Vejo que esse é o sentido de ser forte, em sua mais ampla definição, poder fazer aquilo que você decidiu sem achar que é um sacrifício. Assim sendo, repito o que eu já havia dito: “O maior upgrade de performance é manter-se feliz, assim qualquer bike será boa de pedalar (carregada ou não)”. Então escrevi esse pequeno texto desejando que cada um encontre a força que tem na sua Alma.
Eu me sinto feliz como randonneur… e você? O que faz pra ser feliz?
Um grande e fraterno abraço a todos!

#vidadeciclista

Relação Peso X Desempenho

Inicialmente quero dizer que o foco desse texto não é a performance. Pelo menos não aquela que se mede inicialmente com números e gráficos, porque o peso ao qual me refiro não é mensurável numa balança comum. Falo sobre aquele que carregamos no nosso espírito. Considero que cada um de nós tem uma ideia formada sobre o que é felicidade, sucesso e satisfação, todas diferentes uma das outras. A combinação dessas respostas é a identidade da nossa alma.
Todos queremos essa plenitude e estabelecemos um plano de ação para alcançá-lo. Uma vez que são diferentes, tanto o objetivo como o plano, cada individuo segue um rumo. Aí começam a confusão e os problemas. Serei um tanto radical em falar que pra alguém a felicidade é viajar o mundo de bicicleta, para outro pode ser levantar da cadeira de rodas voltar a caminhar. Alguém almeja ter um corpo perfeito, pra outro o sonho é ter braços pra acariciar o seu filho.
Atribuímos, nessa escolha, os obstáculos que irão nos assombrar nas decepções da vida. Cada falha ao tentar sobrepor esses obstáculos é um peso, um fardo, que carregamos conosco até a vitória absoluta do nosso plano de felicidade.
A busca por essa vitória gera, por sua vez, inúmeras expectativas. Nos focamos em vencer os impasses que nós mesmos criamos para atingir nosso objetivo, único e exclusivo criado por nossa mente. Consideramos que, sendo assim, há somente uma maneira de ser feliz. Nos privamos do alegria de ser surpreendidos, pois nosso inconsciente entra em modo de defesa. “Precisamos defender nosso modo de vida”, usamos tanta energia nesse processo que quando estamos a ponto de alcançar essa “pseudo-plenitude” estamos doentes na nossa alma.
Mas existem casos em que a pessoa alcança o que quer com uma certa facilidade… por acaso, destino, seja como for… e o que vem depois? O vazio… porque o cérebro marcou, planejou e concretizou. “Vamos viver a felicidade”, até que enche o saco…
Qual a saída para esse dilema? Talvez seja uma boa forma de chegar a uma plenitude real.
Algumas pessoas tentam viver sem metas, não querem nada. Mas tudo isso seria trazer o vazio do futuro para o presente, num estalar de dedos. E o medo de desapegar? Talvez esteja aí uma receita, não carregar peso consigo e andar mais leve, poder olhar para todos os lados sem procurar nada em específico. É ir, voltar e parar sem culpa. A alegria da vida também está sob nós e na renovação de tudo a cada horizonte. E pode ter certeza, quanto mais leve tu estiver mais rápido tu chega numa nova paisagem. Se abrires a tua mente para o mundo perceberá que qualquer caminho leva até lá. A plenitude está em admirar os mais variados horizontes e poder compartilhar com quem quiser, sem receios ou expectativas. Ria muito das suas metas atuais. Tenha coragem de vencer o desconhecido, ou nem tente, saiam para tomar um café e fiquem amigos. Seja livre.
#vidadeciclista

Flèche Velócio: Histórias e Reflexões

Tradicionalmente na sexta-feira santa, todos os anos, é realizada uma prova magnífica batizada de “Flèche Velócio”, onde pequenos grupos de ciclistas se organizam e pedalam por 24 horas de um ponto a outro, com o intuito de chegarem juntos a um destino pré-determinado (em geral sedes de organizadores de brevets). Porém muito além de uma simples pedalada, esse desafio tem uma simbologia muito bacana envolvida, primeiramente pela sua história, cheia de nuances interessantíssimas…
Este evento foi criado por Pierre Molinier que foi presidente do Audax Club Parisien. Na época, ele adotou a ideia de Paul de Vivie (“Velócio”) que na Páscoa pedalava para Pernes Les Fontaines, sua cidade natal, por conta própria ou com alguns amigos. Ele amava esta área, que é linda nessa época do ano: a natureza com todos os seus aromas encantadores. A fim de lembrar e homenagear este grande ciclo-turista, criou-se um evento de Páscoa em seu calendário. O primeiro Fleche aconteceu em 1947, o destino foi a catedral de Notre Dame de Paris. Equipes de cinco ciclistas eram obrigados a chegar o mais próximo possível do destino, cobrindo a distância em 24 horas. Em seguida, no domingo, todos se encontraram e ainda hoje é realmente agradável para ver os amigos de diferentes lugares se reencontrando, sejam eles participantes Flèche ou simplesmente aqueles que tem um passeio de lazer. Para ajudar os pilotos as regras foram alteradas: elas podem desencadear de qualquer lugar, mas a data permaneceu inalterada.
Quando o prêmio Randonneur 5000 foi introduzido (onde o Flèche é pré-requisito), muitos ciclistas estrangeiros tentaram obtê-lo. Eles tinham todos os outros passeios de qualificação, mas não conseguiam chegar a França para participar do evento. Por isso, na ACP decidiu que poderiam ser executados em outro lugar desde que os regulamentos Flèche Velócio fossem respeitados.
Dada a história dessa grande confraternização, penso que é um grande passo para todo randonneur participar do planejamento e execução de um pedal de auto-suficiência. De poder observar os problemas pelo lado que quem organiza e se responsabiliza pelos brevets que muitas vezes criticamos. Parece fácil, mas tenho certeza que não é.
Vejo o Flèche como um grande passo rumo à maturidade de qualquer ciclista e colocar ele como requisito a uma distinção como o “Randonneur 5000” foi uma sábia decisão.
Lançar-se num desafio por sua conta e risco é um ato de coragem num país como o nosso. Porém, a possibilidade de fazer uma prova personalizada e estar entre bons amigos supera em muito qualquer dificuldade inicial, o que fica evidente pelas brincadeiras que antecedem a largada. São histórias e registros que ficam na memória de quem ama o ciclismo, a vida e suas amizades. Um randonneur nunca esquece de nenhum Flèche que tenha participado, pois é uma pedalada que marca. Basta perguntar, o relato está sempre na ponta da língua, rico em detalhes e sempre contado com muita alegria.
Desejo que todos ciclistas, mantenham vivas a experiência vivida muitas vezes por Velócio, de sair numa jornada com seus amigos para reencontrar muitos outros, que as vezes por falta de um pequeno passo deixamos de reencontrar.
Desejo a todos os “Flecheiros” uma excelente jornada…
E para aqueles que ainda não se sentem aptos à isso, que possam fazer um pedal em nome da “amizade”, especialmente na época da Páscoa, que tem uma energia tão especial para renascer grandes sentimentos.

Grande abraço!
#vidadeciclista

Fonte Histórica : “audax-japan.org

Preparando a Mente para o Desempenho Esportivo (PARTE 1)

No cotidiano de um ciclista de endurance, percebo uma grande lacuna que existe na preparação e manutenção do desempenho da maioria dos atletas amadores no quesito psicológico. Por isso, estou trabalhando numa pesquisa/estudo sobre estratégias para gestão das emoções antes, durante e após as provas, a qual irei compartilhar com os amigos, porém dividido em partes, por ser um tema muito extenso. Seguimos com a primeira da série…
Durante a preparação para um evento, geralmente focamos muito na parte muscular esquecemos de dar a devida atenção às nossas mentes. Trabalhar em estratégias antes de cada prova, de modo a saber os pontos de maior dificuldade na execução é importante para entendermos e regularmos nossas emoções durante a realização e principalmente conseguir motivado-se o suficiente para vencer o desafio.
O atleta que consegue atingir o equilíbrio tem uma grande vantagem competitiva, uma vez que nos deparamos com os nossos extremos emocionais, quanto maior o desafio maior serão as exigências psicológicas.Trabalhar de maneira estruturada na gestão do lado emocional pode trazer à tona o melhor desempenho muscular pleno alcançado nos treinos e em casos críticos até uma providencial superação.
O grande erro, no entanto, é acharmos que o desempenho mental é inato e imutável, quando, na realidade, a formação sistemática da preparação psicológica pode ter um impacto semelhante aos que têm o nível de desempenho das componentes físicas.
Entrar no seu melhor estado competitivo , que apelidei de “MODO ESPORTE” , antes da prova, é um dos aspectos de extrema importância para um elevado desempenho. O que se confirma, através do estudo de atletas olímpicos, realizados por Orlick e Partington, os quais mostraram que a combinação de prontidão mental e física era um fator chave que distingue os atletas melhor sucedidos, relativamente aos demais, nos Jogos Olímpicos. Talvez ainda mais impressionante é a constatação de que, dos três estados de prontidão avaliados (mental, físico e técnico), apenas os fatores mentais foram estatisticamente relacionadas com a classificação final olímpica.
Se você já observou alguns atletas de alto desempenho durante os momentos que antecedem a sua atuação, não pode ter deixado de notar que o comportamento começa a mudar. Como a expectativa aumenta, o competidor (e por vezes o treinador, em conjunto) lida com a situação de várias maneiras: alguns ficam retraídos e tranquilos; outros um pouco mais agressivos que o habitual; enquanto outros ficam extremamente nervosos, podendo verificar-se isso nas vezes que vão ao banheiro, por exemplo. O descontrole emocional em situações de stress podem esgotar os recursos de um indivíduo e consequentemente gerar um impacto negativo sobre o desempenho, quando mal gerido. Por isso é importante dispor de uma estratégia mental anteriormente estabelecida para lidar com o stress do desempenho pré-competitivo e competitivo .
Nos próximos textos dessa série irei aprofundar mais o conteúdo trazendo estudos de caso e exercícios para o aprimoramento mental nesse sentido.

Um grande abraço…

#vidadeciclista

Fontes: Psicologia do Desporto, Miguel Lucas , 2003;
In Pursuit of Excellence (3ª Edição), Terry Orlick , 2000;
The Mental Edge: Maximize your sports potencial with the mind-body connection, Kenneth Baum, 1999.

Preparando a Mente para o Desempenho Esportivo (PARTE 2)

Existe uma tendencia se formando no treinamento esportivo, tanto no profissional quanto no meio amador, na busca de qualidade de vida e desempenho. Quando se trata de fazer o seu melhor, os pensamentos têm grande importância. Quando você pedala, ou pratica um esporte de resistência, a sua mente pode ser o seu maior aliado ou o seu pior inimigo. Como já havia dito na parte 1, o treinamento para atingir a sua melhor performance não deve focar apenas na condição física: o seu estado mental, particularmente, os pensamentos que percorrem a sua mente podem afetar a maneira como se sente durante o exercício. É comum ver meus amigos atletas montarem estratégias para concluir seus desafios em detalhes. Mas quantos são os que planejam sistematicamente aquilo que devem pensar durante o treino ou competição?
Os pensamentos, estados emocionais, níveis de ativação, mobilização, energia e relaxamento, entre outros, fazem certamente a diferença entre num bom e um mal resultado, porém são poucos aqueles que aproveitam o que hoje é divulgado e publicado na prática.
Existem séries de estudos realizados na área, em especial com corredores de maratona. Os neurocientistas demonstraram que estes atletas têm milhares de pensamentos que lhes percorrem a mente enquanto treinam e competem, passam uma grande parte do seu tempo envoltos pensamentos relacionados com o seu desporto, mas existe uma parte considerável deles são aleatórios e não planejados, o que inevitavelmente pode ser prejudicial.
Mas uma pessoa menos intima à pratica esportiva, se perguntaria o que se passa na mente de um atleta de resistência?
O desafio principal é manter uma mente forte e em controle quando o corpo começa a ceder e a dificuldade de manter o ritmo aumenta. O corpo envia ao cérebro estímulos de mal-estar, de dor e incapacidade, como se estivesse no seu limite. Se a mente aceita esta mensagem, então o atleta irá abrandar ou mesmo parar, não concluindo a prova. Mas se você tivesse trabalhado uma estratégia mental adequada provavelmente descobriria que era capaz de resistir a essa mensagem e tomar o controle da situação, enviando uma mensagem no sentido inverso, “Continua!”. Nesse caso, o corpo receberia um novo estímulo, com uma nova ordem de comando (assumindo que está em condições de continuar e tem capacidade para isso), conseguindo o atleta, desta forma atingir o seu resultado pretendido. Pesquisando, descobri que existem maneiras de sistematizar os pensamentos de maneira a alcançar para performance plena ao seu nível de desempenho. Dividi em algumas etapas:
Etapa 1: Organizar os pensamentos de forma intencional

Através de estudos realizados com atletas se descobriram duas estratégias fundamentais: Associação e Dissociação. A Associação, envolve o foco nas sensações corporais e no monitoramento das alterações que possam ocorrer. A respiração e as sensações musculares disponibilizam pistas fisiológicas que permitem ao atleta antecipar-se de modo à evitar ou minimizar a dor e mal-estar físico. Enquanto que a Dissociação, trata-se do inverso, de retirar a atenção das sensações físicas de mal-estar e dor, através de uma forma de distração com a intenção de reduzir a consciência que o atleta tem “relativamente” ao estado de fadiga e esforço. Como maneiras de se aplicar essas estratégias na prática, apresento algumas sugestões simples:

Dissociação

– Música – podendo ser utilizada em treinos como um ótimo gerador de pensamentos positivos, melhorar os estados de humor e distrair o atleta da exigência da tarefa. Em provas pode-se cantar (mesmo que mentalmente).
– Jogo de contagem – pode dedicar-se à contagem de uma determinada cor de carros, postes de luz, de cães, etc. Coloque a sua imaginação a funcionar… essa é a chave desse exercício.
– Alfabeto motivacional – Escreva o seu próprio alfabeto motivador de A a Z. Sempre que se sinta em dificuldade pode de forma imaginada lembrar-se das palavras ou frases que escolheu para si que o motivam, ou lhe lembram o objetivo daquele treino ou competição. Exemplo: A (Afirmativo); B (Bestial); C (Capaz); D (Duro); E (Efetivo); …etc.
– Fantasia ativa – pode imaginar-se a construir uma casa, a escolher as mobílias, a decoração. Pode imaginar-se a ganhar a loteria e decidir em que gastaria o seu dinheiro.

O foco principal da Dissociação são os pensamentos positivos. O atleta deverá evitar pensamentos relacionados com o seu trabalho, relações pessoais ou o quer que se apresente como problemático, pois isso pode aumentar a tensão muscular. Tente ser criativo e obter algum divertimento com a dissociação, é uma forma que o pode ajudar a relaxar e retirar ainda mais prazer da prática do seu esporte.

Associação:

Para essa estratégia, dividi nas 3 etapas abaixo:
1 – Controlar o ritmo da respiração. É a chave para se conseguir um relaxamento adequado e compatível com o nível de esforço. Enquanto você expira, imagine libertar toda a tensão no seu corpo;
2 – Tente manter-se relaxado enquanto pedala (ou corre, nada,etc). Porém, mantenha uma relativa consciência da tensão e fadiga muscular. Uma forma que se comprovou útil é iniciar o processo de cima para baixo (cabeça > pés), fazendo um scan mental ao seu corpo, dando a cada grupo muscular um pouco da sua atenção. Se detetar tensão em excesso tente focar-se numa palavra “chave”, tal como “descontrai” ou “relaxa” e tente deixar a tensão fluir para fora dos músculos;
3 – Noção de capacidade. Tem relação intima com o nível de autoconhecimento adquirido nos treinos. Mantenha o seu ritmo de acordo com as sensações obtidas da monitorização do seu corpo. Você pode por exemplo, aumentar o ritmo caso se sinta confortável.

Nenhuma dessas duas estratégias é na verdade mais eficaz que outra, podem e devem ser aplicadas em diferentes situações e para diferentes objetivos.De uma forma geral, a associação parece estar relacionada com tempos de corrida mais rápidos.
A dissociação pode reduzir a sensação de esforço e a consciência das sensações corporais desagradáveis como a fadiga e dor.
Atletas de diferentes níveis, podem ser favorecidos pelo uso de associações em competição e dissociações em treinos. Enquanto que os mais hábeis utilizam as duas alternadamente, tanto em treino como em provas, sempre que necessário.
Então qual seria a melhor estratégia para minha situação?
Quanto tentar perceber que tipo de estratégia será melhor para você, é importante considerar a sua situação pessoal, preferências e objetivo. Por exemplo, em alguns treinos de baixa intensidade (e geral de longa duração), o monitoramento das sensações corporais é menos importante. Nesse caso a dissociação pode ser um grande aliado para combater a monotonia. No entanto, como esta estraégia funciona através da distração da mente, caso um atleta queira definir um ritmo ideal para uma ótima performance, isto pode funcionar de forma pejorativa. A razão pela qual a associação se apresenta como sendo de extrema importância em competição é porque, através da monitorização das resposta corporais, o atleta pode conseguir gerir a linha ténue que existe entre puxar para um nível ótimo de performance ou exagerar. As associações envolvem a capacidade de conseguir colocar-se num estado de concentração tal, que permite reagir às mudanças que ocorrem no corpo. Focando-se nos estados internos, como o ritmo respiratório ideal, o atleta consegue rapidamente aferir as alterações de forma a compensar o esforço pretendido.

COMBINAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS

Alguns maratonistas de elite, combinam estas duas estratégias quando planeiam os seus pensamentos. Existem alturas, especialmente em competição, que o atleta necessita estar muito consciente do seu estado físico e das situações externas ao seu redor. No entanto, existem também momentos em que o atleta decide intencionalmente “desligar-se” e dar a oportunidade de temporariamente afastar-se das exigências da competição ou treino. O melhor a se fazer, é construir um plano, que esteja de acordo com as suas características pessoas (físicas e mentais) e decidir qual a melhor abordagem a ter, escolhendo o que deve pensar em cada fase da atividade.
Por exemplo: Num treino de 30 minutos, pode decidir alternar entre as estratégias: 10 minutos de monitorização das sensações corporais, 10 minutos de alfabeto motivacional, e no final nova monitorização das sensações corporais. É tudo previamente estabelecido. Mas lembre-se: O segredo de tudo começa na disciplina e na motivação.

Espero que tenham gostado até aqui, no próximo texto irei falar sobre aplicações práticas das estratégias mentais e o controle intencional das dificuldades.

Grande abraço!

#vidadeciclista

Fonte: Psicologia do Desporto, Miguel Lucas , 2010.