10 reflexões após pedalar 1200km

Na mesma linha de pensamento do 10 Fatos do Ciclismo de Longa Distância

Vamos direto ao ponto:

1. Comer, dormir, pedalar e repetir… simples assim.
A simplicidade é um alto grau de sofisticação. Quando atingimos um nível de entendimento amplo sobre a longa distancia descobrimos que as ações mais simples, desde que bem feitas, são as mais eficazes. A harmonia destes quatro verbos do titulo deste item é que irá reger a sinfonia do seu desafio. Evoluir nisso é um trabalho constante, o verdadeiro treinamento de base da longa distancia. A diferença das rotas, das infraestruturas encontradas, do clima, da sua condição de saúde e do tamanho da distancia trazem uma gama de variáveis que torna cada pedalada única. Portanto, o equilíbrio desses 4 pilares é a receita para o sucesso, embora cada pessoa se adapte melhor a um “tempero” diferente.

2. Disciplina e conhecimento são importantes, mas saber improvisar é fundamental.
No cicloturismo muito se aprende sobre improvisação da estrada, imagine estar num local sem recursos, só você e a bike. Então treine a arte do improviso sempre que possível, desenvolva seu pensamento lógico inclusive na hora de escolher seu equipamento. Existem possibilidades infinitas à todo momento, mesmo enquanto estiver lendo esse texto, imagine numa pedalada extremamente longa: problemas mecânicos, falha humana, um corte inesperado de um pneu… um trecho com muita chuva!
Improvisar até para se motivar, por que não?

3. Paixão não basta, tem de ser amor.
Ultraciclismo é um esporte para poucos, não basta somente querer (desculpe a sinceridade extrema). Você pode pedalar longas e gigantescas distâncias se desejar (e seu corpo aguentar) mas somente criam raízes na modalidade aqueles que amam esse retiro espiritual com a bike. Não basta o ímpeto, a explosão… você aprende que tem de manter o controle e o foco para ter sucesso numa empreitada longa. Faça porque se sente bem com isso, não por um impulso ou para provar algo aos outros.

4. Equilíbrio instintivo.
Autopreservação, o instinto que inicialmente servia como limitador de suas capacidades, se torna seu aliado. Com a maturidade e o autoconhecimento você começa a usar seus instintos mais básicos como termômetro para impulsionar seu desempenho e precaver possíveis desequilíbrios traiçoeiros. Aprenda a hora de parar, de desligar do mundo exterior. Atualizar as redes sociais não é um bom exemplo de pensamento recorrente numa prova de longa distancia. Concentre-se em você mesmo, na sua postura, interprete os sinais do seu corpo e atue de forma proativa, torne isso um instinto tão básico quanto respirar e perceba a sua evolução ao passar do tempo… é enorme!

5. O “óbvio” perde o sentido em muitas situações.
Existem poucos profissionais na área da preparação esportiva que entendem o que realmente acontece entre 4 dígitos de um pedal de longa distancia. Estamos sujeitos, especialmente em provas focadas na autossuficiência, a sermos o mais próximo possível do “veículo movido a feijão com arroz”. Porém no que tange a provas internacionais, as vezes não tem feijão, em outras não tem arroz. Reeducação alimentar é importante, mas deixe sempre uma margem ao inesperado. O mesmo acontece com a escolha dos equipamentos da sua bicicleta, a busca da performance perde o sentido quando trabalhamos com perda de confiabilidade, resistência e segurança em situações extremas. Grupos formados por ciclistas atuantes na sua modalidade são uma fonte valiosa de conhecimentos, aprenda a ouvir.

6. O mundo se torna um álbum de figurinhas.
A grande vantagem de se pedalar longas distancias é romper fronteiras. O mundo é seu para pedalar. Existem muitas provas mundo afora que podem se unir perfeitamente com uma viagem exploratória fascinante. Comece pelo seu quintal, durante sua preparação, explore as cidades vizinhas, torne um hábito. Descubra que a motivação para ir além está no fato  de que ao pedalar nossa percepção é muito mais profunda do que numa viagem de carro por exemplo. Quer fazer turismo? Vá primeiro de bike, sempre que puder.

7. Alguns upgrades são totalmente desnecessários.
O corpo memoriza muitas coisas, embora nossa postura mude com o passar do tempo. Assim, uma vez encontrado seu ponto adequado de confiabilidade e conforto na sua bicicleta evite trocar seu equipamento para acompanhar as tendências de mercado. Aproveite ter uma reserva monetária de segurança, nunca se sabe quando vai surgir um desafio imperdível num local ainda inexplorado por você. Por outro lado, trabalhe sempre com a ideia que algumas soluções criativas podem resolver grandes problemas. Pondere bem com as necessidades atuais do seu corpo, sua disponibilidade financeira e a compra por impulso. 

8. Autoconfiança.
Se existe um grande premio em romper limites é a autoconfiança que fica após a linha de chegada. Em momento de grandes dificuldades da vida, a recordação de uma pedalada épica (traduzindo: dura) nos dá a esperança e a motivação necessárias para seguir em frente. Colecionar conquistas é muito bom, obviamente, mas largar uma prova com autoconfiança é desapegar da ansiedade e das dúvidas para enfim “aproveitar o momento”. Mesmo os mais experientes um dia tem problemas e desistem de um desafio. Mas os que tem sua autoconfiança aprendem que eventualidades acontecem e não perdem tempo se julgando negativamente.

9. Esteja aberto as mudanças.
Não seja uma ilha, seja o próprio oceano. Pedalar em novos locais, com novas pessoas é muito legal. Porém faça isso sem julgar. Aproveite para praticar a empatia quando estiver analisando aspectos culturais. Essa é a essência deste esporte tão magnífico: conhecer novos horizontes. Esteja aberto ao conhecimento que esta aí disponível gratuitamente todos os dias, faça novos amigos, rasgue seu livrinho de verdades imutáveis. Desapegue do pelotão tradicional, se perca entre novas parcerias e informações. Evolua para uma versão cada dia melhor de si mesmo.

10. Autoconhecimento e volta as origens
Neste processo eterno de autoconhecimento, descobrimos que a informação não só é libertadora como nos trás uma lição de humildade enorme. Com o tempo, a compreensão do nosso tamanho minúsculo dentro do universo nos faz perceber que todo conhecimento perde o sentido quando não é compartilhado. A importância de ajudar aqueles que estão iniciando, sejam amigos ou completos estranhos, nos trazem um entendimento melhor sobre nós mesmos. Nos projetamos em gerações futuras ao mesmo tempo que nos reciclamos… é uma tarefa infinita, mas gratificante!

Grande abraço a todos.

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Velócio: Um Pilar do Ciclismo

Sr.Paul de Vivie, mais conhecido como Velócio, muitos o adoram mas poucos conhecem o seu legado. Hoje, quando você está escolhendo qual a melhor relação de marchas para a sua bike, pense em agradecer a esse homem. Esse texto é em sua homenagem!

O Sr. Paul de Vivie , um francês nascido perto de Saint Etienne em 1853 tem a honra de ser tido uma vida dedicada ao ciclismo… vamos a alguns dos seus legados:

  • Inventou o “Câmbio de Marchas” na bicicleta;
  • Criou e difundiu o termo Cicloturismo (Cicloturisme, em francês);
  • Fundou o jornal “Le Cycliste” (O Ciclista, em francês);
  • Criou o primeiro clube de ciclismo francês;
  • É o pai dos eventos de bicicleta não competitivos de longa distância (Audax, Randonnée e outros).

Porém para muitos Sr.de Vivie ficou mais conhecido pelo seu apelido: VELÓCIO, nome que misturava as palavras “velocidade” e “bicicleta” (velocité e Vélo, respectivamente, em francês).
Um verdadeiro apaixonado pela bicicleta, ao ponto de fechar sua indústria de manufatura de Seda para montar outra, dedicada ao ciclismo. Num primeiro momento, trazia bicicletas da Inglaterra, passando depois a fabricá-las.

Como nasceu a ideia da troca de marchas …

Como disse anteriormente, De Vivie importava bicicletas da Inglaterra. Em 1889 ele fez uma bicicleta própria, chamada La Gauloise. Que possuía uma corrente e uma única engrenagem. De Vivie estava pedalando na Col de La République (10 km a sudeste de St Etienne) em 1889, quando um de seus leitores o ultrapassou – fumando um cachimbo. De Vivie sentiu-se desafiado, mas também encurralado: se ele reduzisse a relação, ele iria mais devagar no plano. Mas na engrenagem que ele usava, ele também não conseguia escalar colinas rápido. Seu projeto usava engrenagens epicíclicas e planetárias, escondidas no cubo traseiro. De Vivie criou o Câmbio (Desviador). Seu primeiro tinha duas rodas de corrente.

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A corrente teve que ser levantada à mão de um para o outro. Ele então colocou duas rodas de corrente no lado esquerdo. A combinação deu-lhe quatro marchas.  Em 1901, Velocio combinou sua invenção com a engrenagem de proteção de quatro velocidades do como o quadro Whippet inglês, que usava uma roda de corrente dividida. Pedalar para trás faz com que as duas metades da corrente sejam abertas. As trancas então garantiam o uso em uma das quatro posições.

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O desenvolvimento de De Vivie apareceu em seu Cheminot, o primeiro Cambio. Ele negligenciou a retirada de uma patente e fez pouco dinheiro com uma invenção que mudou o ciclismo.
A primeira produção em série de sua invenção foi feita em 1906 e não foi amplamente aceita no início. Os organizadores do Tour de France, por exemplo, disseram que era para vovôs, deficientes e mulheres. Velócio, no entanto, estava desfrutando a invenção e poderia, sem grandes esforços, escalar o Col de la République com a opção de trocar as marchas na bicicleta, o que o deixava à frente de todos os ciclistas que se encontravam na subida das montanhas.

O Pai do Randonneuring…

Ele foi um dos primeiros Randonneurs (ciclistas de longa distância) do seu país, com rotas de até 40 horas com bicicletas bastante antigas e alguns tempos bastante decentes para o material que ele teve neste momento, alegando que o ciclismo, apesar de ir a um ritmo alegre, era muito melhor para desfrutar a viagem e as paisagens do que andar de trem ou de carro.
Após essas incursões que ele fez com sua bicicleta em toda a França, uma série de passeios foi iniciada como o ainda existente Fléche Vélocio, 360 quilômetros de corrida francesa não competitiva para tentar fazer em menos de 24 horas por times entre 3 e 5 uma turnê que estava saindo de diferentes partes do país e estava dirigindo-os para o mesmo destino, onde todos se reúnem.
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O Legado de uma vida…

Velócio foi morto por um bonde aos 77 anos quando ele recuou para evitar um carro. Certamente, teria sido uma vida muito mais longa, se não fosse por esse infortúnio, era o que hoje se chama “um ambientalista convicto”, grande amante da natureza, vida saudável, vegetariana e anticomunista.

Hoje ainda são considerados como referência “os sete mandamentos do ciclismo” que ele deixou como legado:
1.Faça poucas e rápidas paradas, sem perder o ritmo;
2.Coma antes de sentir fome e beber antes de ter sede, com frequência, mas em quantidades menores;
3.Não alcance uma fadiga anormal que o faça perder o apetite e dormir;
4.Vista-se antes de ficar frio, descobrindo antes de ter calor. Não tema o sol, o ar ou a água;
5.Pelo menos durante a pedalada remova da dieta a carne, vinho e o tabaco;
6.Não force, nunca exceda seu limite, especialmente durante as primeiras horas, quando você se sente mais disposto;
7.Nunca pedale pelo orgulho.

Os anos que passaram e essas ideias ainda são relevantes.
Finalmente, algumas frases de seus artigos na revista Le Cycliste, bastante memoráveis:

“A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas também um meio de emancipação, uma arma de libertação. Espírito livre e corpo de preocupações morais, doenças físicas da vida moderna, brilho, convenção, hipocrisia, onde a aparência é tudo, onde parecemos, mas não somos nada “.

“Depois de um longo dia em minha bicicleta, eu me sinto refrescado, limpo, purificado. Eu sinto que estabeleci contato com meu ambiente e que estou em paz. Em dias como esse, estou permeado com uma profunda gratidão pela minha bicicleta. Mesmo que não gostei de andar, eu ainda faria isso para a minha paz mental. Que tônico maravilhoso para ser exposto a luz do sol brilhante, chuva molhada, pó que asfixia, névoa gotejante, ar pesado, ventos punitivos! Nunca esquecerei o dia em que subi o Puy Mary. Havia dois de nós em um bom dia em maio. Começamos no raio de sol e tiramos a camisa. No meio do caminho, as nuvens nos envolveram e a temperatura caiu. Gradualmente ficou mais frio e úmido, mas não percebemos isso. Na verdade, aumentou o prazer. Nós não nos incomodamos de vestir nossas jaquetas ou nossos capes, e chegamos ao pequeno hotel no topo com riachos de chuva e suor escorrendo pelos nossos lados. Eu entorpeci de cima para baixo “.

Atualmente, ciclismo e cicloturismo são desenvolvidos por milhões de pessoas em muitos lugares do mundo, sendo que os anos passam e as mesmas sensações descritas por Velócio permanecem vivas no cotidiano da nossa VIDA DE CICLISTA!

Sr. Paul de Vivie, muitos o adoram mas poucos conhecem o seu legado. Hoje quando você está escolhendo qual a melhor relação de marchas para a sua bike, pense em agradecer a esse homem. Esse texto é em sua homenagem!

VELÓCIO – O Inventor do Cicloturismo

Quem inventou o Cicloturismo como o conhecemos hoje? Quem inventou as opções de marchas para as bicicletas? … O Sr. Paul de Vivie , um cara francês nascido perto de Saint Etienne em 1853 tem a honra de ser o inventor do “Câmbio de Marchas” na bicicleta, fundou o jornal “Le Cycliste” (O Ciclista, em francês), tendo também inventando o termo Cicloturismo (Cicloturisme, em francês), encontrou o primeiro clube de ciclismo francês, sendo pai de eventos de bicicleta não competitivos de longa distância e muitas outras coisas. Seu apelido era Vélocio, evocando a “velocidade” e a “bicicleta” (velocité e Vélo, respectivamente, em francês).
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Ele era uma verdadeira bicicleta apaixonada pelo ponto que fechou sua companhia de seda e montou outra empresa de bicicletas, primeiro trazendo as bicicletas da Inglaterra e depois fabricando-as.
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Um dia que ele estava subindo o Col de la République , perto de Saint Etienne, um de seus leitores que estava em sua própria bicicleta e fumando um cachimbo, ele deu um passo à frente e isso o fez pensar com muito cuidado sobre a ineficácia dos desenvolvimentos em diferentes terrenos e levou-o a inventar as engrenagens do derailleur , um grande evento naquele tempo. A primeira produção em série de sua invenção foi feita em 1906 e não foi amplamente aceita no início. Os organizadores do Tour de France, por exemplo, disseram que era para vovôs, deficientes e mulheres. Vélocio, no entanto, estava desfrutando a invenção e poderia, sem grandes esforços, levantar o Col de la République com suas marchas de desviador na bicicleta e estava à frente de todos os ciclistas que se encontravam na subida das montanhas.
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Ele foi um dos primeiros Randonneurs (ciclismo de longa distância) do país gaulesa, com rotas de até 40 horas com bicicletas bastante antigas e alguns tempos bastante decentes para o material que ele teve neste momento, alegando que o ciclismo, apesar de ir a um ritmo alegre, era muito melhor para desfrutar paisagens e paisagens do que andar de trem ou de carro.
Após essas incursões que ele fez com sua bicicleta em toda a França, uma série de passeios foi iniciada como o ainda existente Fléche Vélocio, 360 quilômetros de corrida francesa não competitiva para tentar fazer em menos de 24 horas por times entre 3 e 5 uma turnê que estava saindo de diferentes partes do país e estava dirigindo-os para o mesmo destino, onde todos se reúnem.
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Vélocio foi morto por um bonde aos 77 anos quando ele recuou para evitar um carro. Certamente, teria sido uma pessoa muito mais longa, se não fosse por esse infortúnio, como era o que hoje se chama “um ambientalista convicto”, grande amante da natureza, vida saudável, vegetariana e anticomunista. Hoje ainda são considerados como referência “os sete mandamentos dos passeios” que ele deixou como legado. Alguns dos comandos são citações muito famosas que mesmo os não-ciclistas conhecem e são:
1. Faça algumas paradas e curto, sem perder a batida.
2. Coma antes de sentir fome e beber antes de ter sede, com frequência, mas em quantidades menores.
3. Não alcance uma fadiga anormal que o faça perder o apetite e dormir.
4. Faça o pacote antes de ficar frio, descobrindo antes de ter calor. Não tema o sol, o ar ou a água.
5. Pelo menos durante a rota remova da dieta de carne, vinho e tabaco.
6. Nenhuma força, nunca exceda o poder de você, especialmente durante as primeiras horas, quando você se sente com isso.
7. Nunca pedalar pelo orgulho.
Os anos que passaram e ainda são relevantes.
Finalmente, algumas frases de seus artigos na revista Le Cycliste, bastante memoráveis:
“A bicicleta não é apenas uma ferramenta de transporte, mas também um meio de emancipação, uma arma de libertação. Espírito livre e corpo de preocupações morais, doenças físicas da vida moderna, brilho, convenção, hipocrisia, onde a aparência é tudo, onde parecemos, mas não somos nada “.
“Um poço de ouro perfurou o céu e descansou em um pico nevado, que, momentos antes, tinha sido acariciado por suave luz da lua. Por um momento, chuvas de faíscas desceram do pináculo e caíram na montanha numa catarata celestial. O rei do universo, o magnífico dispensador de luz, calor e vida, deu aviso de sua chegada iminente, mas apenas por um instante. Como um meteoro gasto, o espetáculo se dissolveu no mar da escuridão que me envolveu nas profundezas do desfiladeiro. As reflexões reluzentes, as bolas de fogo explodindo tinham desaparecido. Mais uma vez, a neve assumiu o rosto frio e fantasmático “.
“Depois de um longo dia em minha bicicleta, eu me sinto refrescado, limpo, purificado. Eu sinto que estabeleci contato com meu ambiente e que estou em paz. Em dias como esse, estou permeado com uma profunda gratidão pela minha bicicleta. Mesmo que não gostei de andar, eu ainda faria isso para a minha paz mental. Que tônico maravilhoso para ser exposto a luz do sol brilhante, chuva molhada, pó de asfixia, névoa gotejante, ar rígido, ventos punitivos! Nunca esquecerei o dia em que subi o Puy Mary. Havia dois de nós em um bom dia em maio. Começamos no raio de sol e desnudamos até a cintura. No meio do caminho, as nuvens nos envolveram e a temperatura caiu. Gradualmente ficou mais frio e úmido, mas não percebemos isso. Na verdade, aumentou o prazer. Nós não nos incomodamos de vestir nossas jaquetas ou nossos capes, e chegamos ao pequeno hotel no topo com riachos de chuva e suor escorrendo pelos nossos lados. Eu tinguei de cima para baixo “.
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Atualmente, ciclismo e cicloturismo são desenvolvidos por milhões de pessoas em muitos lugares do mundo, sendo Mallorca um destino privilegiado e desfrutado por milhares de ciclistas todos os anos.

10 Fatos do Ciclismo de Longa Distância

Sem desvios, vamos direto ao ponto:

  1. Por mais que você se prepare, nunca estará “pronto”
    Mesmo que você tenha muita experiência e capacidade física, as variáveis são muitas: desde uma indigestão por conta de algo que você não está acostumado a comer até uma queda por desatenção ou sono. O melhor caminho que segui nesses anos sempre foi o de me preparar para o pior, esperando o melhor… então relaxe;
  2. Nem distância, nem altimetria o grande desafio é “vencer a natureza”
    Quem vê somente os números medidos no GPS não faz ideia do que é pedalar dias sob condições extremas de temperatura, vento ou chuva. O clima fará com que você use um arsenal de tecnologias as quais irão te fazer rodar com uma bicicleta pesada e nada aerodinâmica, esses dados obviamente não aparecem na sua conta do Strava;
  3. O sono é o seu pior inimigo, aprenda como “dormir bem”
    Falta de atenção no transito leva a acidentes, os quais podem causar a morte. O sono é, sem dúvidas, o perigo silencioso que ronda o ciclista. Aprenda desde sua rotina de treinos a dormir bem, cuide da sua recuperação. De nada adianta fazer “banco de horas” na véspera da prova para pedalar 30 horas sem dormir e cair da bicicleta perto da linha de chegada;
  4. Não pedale pelos outros, mas principalmente “não se importe com críticas”
    A motivação é ponto fundamental para o sucesso assim como o ciclismo de longa distância é um esporte para poucos. Então se você acha ruim passar horas sobre a bicicleta vou te contar uma verdade dura: há uma enorme variedade de outros esportes e atividades para você praticar. Seja feliz! Se você curte mesmo esse esporte, usará seu tempo para estar se aprimorando. As críticas construtivas estão a muitos quilômetros à frente… pense nisso!
  5. Autossuficiência é importante, mas considere “ser ajudado”
    Muito difundido entre os praticantes de Randonnée/Audax, ser autossuficiente é algo que todo ciclista deveria buscar. Porém se considerar 100% autossuficiente é errado e pode te privar de concluir alguns desafios. Tenha sempre em mão um plano B, como utilizar os recursos da prova que você está participando, ou mesmo pesquisar o que há na estrada para auxiliar a pedalar com mais segurança. Existem muitas maneiras de você “provar” que é capaz;
  6. Do hotel ao chão, do restaurante à fome, prepare-se para “altos e baixos”
    Mesmo que o evento que você planeja pedalar (ou rota que defina pedalar sozinho) seja bem estruturado e cheio de Pontos de Controle repletos de luxo, não há como prever tudo, especialmente o desgaste físico que você vai ter no trajeto. O sono e a fome/sede são implacáveis, prepare-se para dormir em qualquer lugar, comer e beber o que encontrar, se tiver sorte! Ainda há um ponto polêmico aí: a estrutura que você que vai ter versus a realidade de pedalar evento com muitos ciclistas;
  7. Trabalho duro é importante, mas “disciplina é fundamental”
    Qualquer um entende que a distância não será percorrida sem esforço físico, mas conheço muitas pessoas com músculos preparados que não conseguem transpor longas distâncias. O corpo humano sofre um desgaste profundo, podendo te levar a desistir de diversas formas. A disciplina aliada ao autoconhecimento são fundamentais para ajudar a prevenir e contornar problemas, que invariavelmente vão aparecer;
  8. Não se compare, se “inspire”
    Acostume-se com a ideia que “ser o melhor” é algo bem relativo, além de fugaz. Sempre haverá alguém melhor que você em algum aspecto então ao invés de procurar desculpas, encontre motivos para seguir evoluindo. Ter metas é importante mas sempre mantenha a motivação com pequenas coisas… um pedal sem compromisso faz bem ao espírito e ajuda a relembrar que nem toda grandeza é medida em números;
  9. É um esporte encantador, mas é um “poço sem fundo”
    Esteja certo de viver grandes aventuras e ter muitas histórias interessantes para contar. É comum ouvir que os lugares que você pedalou nunca irá esquecer. Mas não se engane: quanto maior a paixão maior será o envolvimento de tempo e dinheiro. Viagens, alimentação, manutenção da bicicleta, rotinas longas de treinamento podem fazer com que tenha problemas em seus relacionamentos e na sua conta bancária. O caminho não precisa ser uma linha reta, use o bom senso;
  10. Meu corpo é o meu templo, portanto leve a sua “saúde à sério”
    Lesões no esporte são quase inevitáveis, sem falar em alguns pequenos acidentes. Uma rotina de check-ups rotineiros são básicos para que você construa uma relação positiva com qualquer esporte. Seu corpo pode ser um aliado ou um inimigo silencioso, seja previdente e vá ao médico!

Estejam certos que grandes feitos tem seu inicio em pequenas e sinceras atitudes, não importa o esporte que você escolheu praticar, faça para você mesmo com dedicação e tudo encontrará o seu caminho certo.

Grande abraço a todos!

 

 

Inspirado por Angie Across America
Foto: Cyclingtips.com

O Apelo do Randonnée

O Randonnée, muitas vezes conhecido simplesmente como “Audax”, trás em si uma série de definições, porém é mais do que isso: para muitos é um estilo de vida que se sobrepõe ao esporte. É a porta de entrada para muitos no mundo do ciclismo de longa distância. Mas o que faz dessa modalidade tão querida por quem a pratica? Com alguns anos de prática ininterrupta do Randonnée, simplifico essa paixão em alguns itens fundamentais:

  • Beleza: Moro numa cidade pequena, com poucos atrativos turísticos. Durante alguns eventos me permito tirar férias e viajar para lugares que raramente visitaria. Eu agora os observo sob um ponto de vista que não via antes de usar a bicicleta em viagens, descubro estradas maravilhosas que os organizadores daquele evento buscaram. A pedalada noturna é uma experiência sensorial diferenciada – subir uma montanha sob uma lua cheia ou um céu estrelado é incrivelmente belo. Muitos iniciam na modalidade como forma de aliviar a mesmice da sua rotina de trabalho diário procurando novos horizontes a explorar;
  • Desafio: Eu particularmente gosto muito de me desafiar. E o Randonnée me permite muito isso, não faltam oportunidades e desafios propostos nos calendários por todo o mundo. Porém com a segurança e o conhecimento propostos pelos organizadores certificados. Atingir uma meta de distancia e de tempo? Pedalar mais de 1000km em poucos dias? Pedalar uma rota com altimetria insana em busca do seu próximo limite pessoal? Concluir uma série de provas básicas porém desafiadoras: os BREVETS concluídos em um mesmo ano, na busca de um degrau com a homologação Super Randonneur*;
  • Amizade: Pedalar com os outros em direção a um objetivo compartilhado cria fortes amizades. Não é surpreendente para mim que os clubes de cicloturismo em Paris formaram uma das redes de apoio mais fortes durante a ocupação alemã da Segunda Guerra Mundial – quando você anda longas distâncias junto a um amigo, você forma fortes laços e também conhece bem as pessoas. Na verdade, conheci a maioria dos meus melhores amigos durante a pratica do Randonnée;

  • Disciplina: Poucos esportes proporcionam um ganho disciplinar maior que o ciclismo, quando tratamos especificamente do estilo Randonnée percebemos que essa disciplina abrange equilibradamente o corpo, a mente e o espírito. As dificuldades que se apresentam durante o desafio forjam pessoas extremamente focadas para a vida cotidiana, como em todo esporte, mas no caso do Randonnée essas mudanças se tornam bastante evidentes;

  • Autoconfiança: O perfil de desafio não competitivo mas igualmente duro, torna os randonneurs um tipo confiante de pessoa. Os medos, receios vão perdendo espaço para o “Eu Atleta” que surge dentro de cada um de nós. Luta contra obesidade, sedentarismo são histórias comuns entre aqueles que em pouco tempo estão acumulando medalhas e conquistas dentro dessa modalidade;

  • Filosofia: Posso viajar o mundo pedalando provas de Randonnée que irei encontrar pessoas com mesma afinidade de ideias e atitudes. As mesmas demonstrações de solidariedade que temos por um randonneur desconhecido parado na beira de uma estrada com problemas, você encontrará em qualquer lugar do mundo.

    O que faz o Randonnée tão atraente é que eu posso fazer todas essas coisas, saindo da minha porta, sem um enorme investimento de tempo ou dinheiro. Posso conhecer o mundo sob uma nova perspectiva enquanto crio novas amizades que poderão me acompanhar a vida toda, não importa o lugar do mundo.

    Vida longa ao Randonnée

    *Super Randonneur: Distinção dada do ciclista que pedalou uma série completa de Brevets Randonneurs Mondiaux (200km, 300km, 400km e 600km) em um mesmo ano.

     

Um tributo ao prazer de pedalar:

Muitos dizem que a bicicleta é a maquina mais perfeita criada pelo homem. Eu diria que sua inspiração é divina. Ela reflete o homem e seu tempo, uma vez que evolui junto com seu criador. É uma ferramenta completa, simples e multifuncional. Imagine um mecanismo que serve para transportes, exercícios, integração com o meio ambiente… fazer amigos! Tudo junto, além de te dar um prazer único.
É nesse momento que tudo faz sentido, a bike é um projetor da alma humana. Considerando que tudo que fazemos nela ganha uma maior amplitude, percebemos o quanto temos potencial para crescer, como parte da natureza. Enquanto pedalamos o horizonte muda no tempo certo, nem tão rápido quanto de carro, nem tão lento quanto caminhando.
Pedalar é viajar usando o coração como motor. É usar o sentimento como guia, também é sentir-se parte da engrenagem.
Embora pedalar seja em muitos casos um ato solitário, quem o faz não se sente dessa maneira.
Eis um dos mistérios mais incríveis, seria como se a bicicleta fosse um elemento vivo, um bom conselheiro, um amigo fiel. Aquele que inspira a ir além, a se superar sempre, a te ensinar que humildade rima com felicidade.
O que dizer de um veículo que ao mesmo tempo que funciona faz seu motor ficar mais potente e econômico? Que nos torna minimalistas, descobrindo que para ser feliz e sentir prazer não precisamos de muita coisa.
Essa simplicidade aparente que envolve o ato de pedalar faz da bicicleta querida por todos. Nela não existem diferenças de classe, credo, cultura… todos são ciclistas. Poucas alegrias no mundo humano se comparam à uma boa pedalada com quem a gente gosta.
Para quem nunca andou de bicicleta eu descrevo a experiência como libertadora, é como reaprender a caminhar… é a sensação consciente de se atirar rumo ao abismo e voar. É sentir-se jovem de espírito e ter a certeza que a humanidade vale à pena.
Pedalar por pedalar, eis o segredo.

Por Cesar Dosso

Aos Atletas da Vida Real

A parte boa da vida de ciclista e Randonneur é poder dedicar algum tempo para observar e refletir sobre a vida. Nesse aspecto faço da bicicleta o meu altar, meu templo,meu santuário.
Uma vez que em treinos nos dedicamos ao corpo, chegamos à longa distância prontos para enfrentarmos as questões mais variadas criadas por nossas mentes. Estas questões são pessoais, diversas e são absorvidas de diferentes formas por cada indivíduo. Algumas dizem respeito à experiências vividas, porém muitas são devido ao excesso de expectativas relativas ao futuro. Esse momento ocorre geralmente quando o cansaço mental e físico atingem um nível mais elevado, no meu caso, porém cada indivíduo é único. E foi num momento desses que despertei para a Vida de Randonneur, descobrindo que nosso Eu verdadeiro vem da Alma.
O corpo é regido pela mente, eficiência dele não depende somente da força muscular adquirida em treinos, mas também do nível de relaxamento mental. As vezes em casos de provas longas, onde o sono é parcialmente controlado, vemos uma perda significativa de desempenho. A mesma performance volta em sua grande maioria após um descanso, muito mais pelo desgaste mental que muscular. Porém em outros casos percebemos que estamos prestes à desabar, somos acometidos a uma tortura psicológica totalmente infundada. Num desafio pedalamos uma quantidade enorme de quilômetros, enquanto que em outro dia desabamos bem antes, só que em direção a um caminho mais longo. Caso que ocorre muito em provas de 400 e 600km que acompanhei. A grande maioria desiste antes de bater a mesma quilometragem do desafio anterior. Baseado nesse dado reforço a minha crença. Quem rege o corpo é a mente, mas quem o todo é a nossa ALMA.
Quando encarei os medos, os fracassos, as ansiedades e as outras armadilhas criadas pela mente com maturidade suficiente, pude ver um caminho totalmente novo se abrindo à minha frente. Olhei o céu e as estrelas, vi o sol nascer enquanto escalava uma longa subida, corri, sorri, vivi e tirei fotos! Chorei de alegria, conversei longamente com meus amigos e cheguei ao final do desafio com vontade de continuar.
Ao desabafar com alguns amigos falei que estava em “alto nível de performance”, me sinto assim, pois estive aonde quis estar, no momento que escolhi. Vejo que esse é o sentido de ser forte, em sua mais ampla definição, poder fazer aquilo que você decidiu sem achar que é um sacrifício. Assim sendo, repito o que eu já havia dito: “O maior upgrade de performance é manter-se feliz, assim qualquer bike será boa de pedalar (carregada ou não)”. Então escrevi esse pequeno texto desejando que cada um encontre a força que tem na sua Alma.
Eu me sinto feliz como randonneur… e você? O que faz pra ser feliz?
Um grande e fraterno abraço a todos!

#vidadeciclista

Verdades óbvias e muitas vezes não ditas

No momento em que um ciclo se termina para o inicio de outro, seja no esporte ou na vida cotidiana, penso sempre nos meus erros e paro para fazer uma reciclagem. Preciso rever se estou na rota, fazer pequenos ajustes na trajetória e observar as variações da natureza. Para isso, muitas vezes, costumo aproveitar o silencio para ouvir o eco dos meus erros.
Cada pessoa tem um jeito de lidar com a sua vida, seus problemas e planos pro futuro. Não estou querendo escrever uma receita de sucesso, mas gostaria de compartilhar algumas aprendizados que tive nesses primeiros anos de vida ciclística.
O ciclismo é um esporte para todos: fortes e fracos, ricos e pobres, cultos e broncos. Querer impor aos outros um padrão de perfeição é tirar do esporte o que ele tem de melhor, que é a integração. Da mesma forma que colocar metas é algo interessante pra uns, porém torna-se ridículo para aqueles que o ato de pedalar é um lazer. Agora, quem tornou o ciclismo um esporte competitivo, seja em corridas ou mesmo no randonneur (colocando metas de distancia e provas cada vez mais insanas no currículo de “concluídas”) tenho algumas coisas para te contar…
Se você tem talento, mas não tem disciplina… te afirmo: o único talento que realmente tens é o de ser um futuro frustrado. Agora, você pode ter talento, disciplina mas se deixar sucumbir pela vaidade, prepare-se para um futuro semelhante. No momento que ser “o melhor” passa a ser um objetivo maior e mais importante do que ser “melhor”, te digo que sua essência se perdeu e o fracasso é questão de tempo.
Para nos mantermos num caminho traçado, colocamo-nos muitas vezes sob as necessidades de mudanças no nosso intimo… queremos alcançar objetivos que num momento atual não somos capazes de conquistar. “Já que eu não consigo, vou me tornar em alguém que irá conseguir”. Até aí tudo bem, mas o problema reside em vários aspectos ao redor disso: tempo, disposição, família, saúde, dinheiro, etc. O sacrifício pode ser maior para uns que outros pela questão do imediatismo ou o desapego… é a “zona de conforto” agindo pra te desviar a trajetória. Segue outra verdade: se você está a fim de ser um atleta sem fazer qualquer tipo de concessão então prepare-se perder seu tempo. Terás varias pedaladas perdidas, quilômetros jogados no lixo… poderás enganar alguns por um certo tempo com essa “vida de atleta”, mas dentro de ti saberás que a verdadeira mudança ainda não aconteceu. Esse “basta” ou esse “levanta daí” não é um chamado divino, mais sim a gota d’água para as desculpas furadas de que nada pode ser feito, vem de dentro de nós, em contraponto à tudo que eu e seus amigos possamos te dizer. Erros acontecerão nessa mudança, uns serão culpa sua, outros não. O bacana é não ficar neurótico quando isso acontece, querendo achar um culpado para uma peça que estragou ou um buraco que você acertou e te tirou daquela prova em que estava decidido a completar bem. Os neuróticos e os demasiadamente pilhados sofrem de auto-sabotagem que é um ingrediente e tanto para a frustração e o ressentimento. As vezes precisamos mandar algumas coisas pro espaço (sideral), pois são dinamite pura dentro de nossos corações. Mas precisamos ser cautelosos e gentis nesse processo para não magoar outras pessoas que estão próximas à nós, sob pena de destruirmos sentimentos tão legais que um dia nos uniram ao redor bike. Algumas vezes, por conta de ideias mesquinhas, que nada mais são reflexo de experiencias passadas ruins, deixamo-nos contaminar e prejudicamos parcerias que levamos anos cultivando.
Esse texto pode ser um tanto pesado para alguns, mas a ideia que deixo para reflexão dos amigos é que sejam fiéis as suas escolhas, cresçam e aprendam no seu processo de auto-conhecimento, mas sempre valorizem seus amigos mais sinceros. E, se algum dia precisarem rever e mudar alguma escolha anterior por um motivo qualquer, façam! Mas que seja baseado no que é certo e justo para vocês, livre de ideias ou sentimentos negativos. A base para o sucesso é tão solida quanto a convicção que tens em tuas escolhas.

Desejo excelentes pedaladas ou treinos a todos vocês…
#vidadeciclista

Relatos, pensamentos e inspirações de um ciclista de longa distância